COBERTURA

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10
out

16:00 – DESAFIOS PARA TRAJETÓRIAS DE SUCESSO

Palestrantes:

Maria Célia Azevedo de Abreu – psicoterapeuta, fundadora e coordenadora do Instituto para o Desenvolvimento Educacional, Artístico e Científico (Ideac).

Antonia Marina Aparecida Faleiros – professora, pesquisadora e conferencista, foi juíza titular da 1ª Vara Criminal da Comarca de Lauro de Freitas – BA.

Sob a coordenação da vice-presidente de Administração e Finanças do CRCSP, Marcia Ruiz Alcazar, foram apresentadas histórias de mulheres que se destacaram em suas áreas de atuação.

Dedicando-se desde 1992 à psicologia do envelhecimento, a psicoterapeuta Maria Célia de Abreu falou sobre a importância de combatermos o preconceito contra os velhos, pois ele ocorre assim como o preconceito contra mulheres, negros e homossexuais. Segundo ela, estamos inseridos em uma estrutura capitalista e o idoso, por não ser mais parte da força produtiva não tem o mesmo valor que o jovem.

Para Célia, quando nos referimos a idosos com termos diminutivos como gracinha ou fofinho, ao invés de demonstrarmos afeto, estamos, na verdade, desmerecendo essas pessoas. “Não usamos essas expressões para pessoas que consideramos estar no mesmo patamar que nós ou num patamar superior”, explicou.

A psicoterapeuta explica que envelhecer não é fácil e que as pesquisas sobre o assunto são recentes. Aluna da primeira turma de Psicologia da Faculdade São Bento, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), ela conta que não estudou a velhice na faculdade. Atualmente, uma excelente ferramenta para debater essa realidade são os grupos de reflexão sobre envelhecimento dos quais ela participa e coordena. “É preciso energia para envelhecermos bem.”

“O que mais ouvi nesta vida foi ‘isto é difícil’, uma forma de me desencorajar, como se não fosse algo para mim”, contou a juíza Antonia Marina Aparecida Faleiros. Segundo ela, foram muitas as dificuldades enfrentadas, ainda mais considerando o fato ser mulher de origem pobre e que veio da roça.

Porém, sempre firme seguindo as lições aprendidas com sua mãe, Antonia enfrentou preconceitos e desafios e, por meio do estudo, fez carreira. Sobre o preconceito, ela recorda que, em alguns cargos que ocupou, era orientada a não comentar sobre seu passado de pobreza e fome. Como nunca viu motivo para se envergonhar, Antonia ressaltava que quem desejasse contratar os serviços dela deveria levar “o pacote todo” de conhecimento e passado.

Antonia afirma que ainda há um olhar diferenciado sobre o trabalho realizado por uma mulher e por um homem, de maneira negativa, infelizmente. Porém, ela ressaltou o crescimento das mulheres em áreas tidas como majoritariamente masculinas. “Vemos hoje uma quebra de paradigmas, pois antes eram os homens que faziam contabilidade, enquanto as mulheres iam para o curso de magistério”, relembrou.

A vice-presidente Marcia ressaltou a importância da igualdade de gêneros para uma sociedade mais justa, destacando campanhas da Organização das Nações Unidas (ONU) pelo empoderamento da mulher e pela igualdade entre homens e mulheres – a campanha He for She, encabeçada pela atriz e embaixadora da boa vontade Emma Watson.

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